Você já ouviu falar sobre a "Fórmula da Felicidade"?



Em seu livro "Felicidade Autêntica", Martin Seligman - psicólogo, pesquisador e considerado o pai da Psicologia Positiva - apresenta a fórmula da felicidade. Baseada em muitas pesquisas e estudos, a fórmula define o que foi nomeado "nível de felicidade" na vida de uma pessoa.

O nível de felicidade envolve três variáveis e nos mostra que somos capazes de, através de comportamentos intencionais, escolhermos cultivar nosso bem-estar.

Veja a fórmula:



S - (set range) Genética

- Corresponde a 50% da variação do nível de felicidade;
- Relaciona-se à carga genética e às sinapses desenvolvidas no cérebro através do aprendizado nos primeiros meses de vida;
- Pode ser influenciada parcialmente pelo uso de medicamentos (por exemplo, antidepressivos), técnicas de mudança de comportamento e através da prática de meditação.

C - (circumstances) Circunstâncias da vida

- Corresponde a uma média de 10% da variação do nível de felicidade;
- Elas se relacionam à classe social, estado civil, grau de escolaridade, entre outras situações. Geralmente, transformar as circunstâncias da vida é mais desafiador e, como podemos perceber, elas influenciam apenas 10% - muito menos do que costumamos pensar. Segundo pesquisas, as circunstâncias que podem vir a potencializar a felicidade são as seguintes:

* Viver numa democracia rica e não numa ditadura pobre;
* Cultivar pelo menos uma relação cuja conexão seja profunda e de troca;
* Ter um número menor de eventos e emoções negativos em comparação aos positivos;
* Estabelecer uma ampla rede social;
* Ter uma religião/cultivar a noção de espiritualidade.


V - (voluntary) Comportamentos voluntários

- Corresponde a mais ou menos 40% da variação do nível de felicidade;
- Nessa variável é onde encontramos maior poder de ação, controle e possibilidade de mudança;
- De acordo com as pesquisas realizadas, existem algumas atitudes que efetivamente aumentam o nível de felicidade, como por exemplo:

* Desenvolver o hábito da gratidão pela vida, aos outros;
* Aumentar a habilidade de perdoar e esquecer o passado;
* Ampliar os níveis de otimismo e esperança;
* Compreender que o passado não determina o futuro de maneira inevitável;
* Estar envolvido em atividades que sejam gratificantes - aquelas que você gosta de realizar, não percebe o tempo passar quando as está desempenhando e nelas você utiliza suas habilidades, talentos, forças e virtudes;
* Desenvolver a capacidade de resiliência.


Essa fórmula é interessante por algumas razões:

1- Permite que aceitemos a ideia de que em função da genética, existem pessoas que precisam se "esforçar" mais do que outras para aumentarem seu nível de felicidade. Há mesmo quem tenha um cérebro desenhado de forma a não sair por aí sorrindo sem razão e não tenha uma personalidade inclinada ao otimismo. As pessoas são diferentes e isso não é demérito nenhum;

2- Diferente do que costumamos pensar, "ter mais dinheiro" e "ser famoso" não tornam alguém tão mais feliz assim quanto costumamos imaginar. Pesquisas demonstram que a tendência é a de nos adaptarmos rápida e inevitavelmente às coisas boas, passando a vê-las como naturais e retornando ao nosso nível médio de felicidade depois de certo período. Assim como depois de um tempo de ter sofrido algo ruim, nos adaptamos e também retornamos gradualmente ao nível de felicidade anterior;

3- A ideia mais interessante é a de que podemos nos responsabilizar pelo aumento do nosso "H", através do desenvolvimento de certos hábitos e posturas de vida que potencializem nosso bem-estar. Isso nos faz ficar distantes de qualquer determinismo, vitimismo e nos convida a tomar as rédeas de nossas vidas e fazer algo a nosso favor para sermos mais felizes.
E você, o que tem feito para cultivar a sua felicidade?



Priscila Provedel © Copyright - 2012. Todos os direitos reservados. Layout criado por Gabi Layouts